O Botafogo deu início a um processo de recuperação judicial, e, como parte das solicitações à Justiça, pediu a suspensão do direito de jogadores e seus representantes de rescindirem unilateralmente os contratos. Essa solicitação foi aceita em despacho nesta quarta-feira, o que significa que os atletas não poderão buscar a Justiça para romper seus vínculos com o clube.
O despacho, que está sob sigilo, determina que tanto os jogadores quanto fornecedores essenciais se abstenham de rescindir contratos devido a questões financeiras, conforme previsto na Lei 11.101/2005. Além disso, o juiz Marcelo Mondego Carvalho de Lima ressaltou a importância de manter os contratos vigentes, embora eventuais disputas relacionadas a esses acordos devam ser resolvidas no juízo competente.
A SAF do Botafogo, sob a gestão de John Textor, enfrenta um momento delicado, buscando liquidez imediata. Para isso, Textor convocou uma Assembleia Geral visando a aprovação de um aporte de R$ 125 milhões, atrelado à emissão de novas ações ordinárias. A primeira convocação ocorreu na última segunda-feira, sem a presença do Botafogo associativo, e uma segunda convocação está marcada para a próxima segunda-feira, 27 de abril.
A decisão de solicitar a recuperação judicial é vista como uma estratégia de Textor para ter maior controle sobre as decisões financeiras do clube em meio a um cenário societário conturbado.
Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original