A Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do Botafogo foi autorizada a entrar em recuperação judicial pela 2ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro, sob a decisão do juiz Marcelo Mondego de Carvalho Lima. O pedido foi protocolado na última quinta-feira, e a Justiça deu início ao processo.
O clube justificou a medida como uma resposta ao "grave cenário financeiro" que enfrenta, destacando riscos como transfer bans impostos pela FIFA, vencimentos antecipados de obrigações financeiras e restrições severas de caixa.
Na petição, a SAF do Botafogo informou que sua dívida passível de recuperação judicial gira em torno de R$ 1,286 bilhão, enquanto a dívida total ultrapassa R$ 2,5 bilhões, incluindo cerca de R$ 400 milhões em débitos tributários.
Além disso, o Botafogo criticou publicamente John Textor, ex-dono da SAF, afirmando que sua gestão demonstrou "absoluto descompromisso com a estabilidade financeira e institucional" do clube. Também foram mencionadas críticas à Eagle Football, acionista majoritária da SAF, que segundo o Botafogo, teria contribuído para um "forte processo de descapitalização" da entidade.
Recentemente, a SAF nomeou Eduardo Iglesias como novo diretor-geral, substituindo Durcesio Mello, que estava interinamente no cargo após o afastamento de Textor.
A recuperação judicial é vista como uma etapa crucial para a reorganização financeira do Botafogo, permitindo a elaboração de um plano que será apresentado aos credores, garantindo assim a continuidade das atividades do clube e a manutenção de sua competitividade no cenário esportivo.
Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original