Na última sexta-feira, o Botafogo anunciou a assinatura de um acordo vinculante com a GDA Luma, grupo americano que se propõe a assumir o controle da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do clube. O valor total da transação está estimado em US$ 105 milhões, equivalente a aproximadamente R$ 503 milhões, com um primeiro aporte de US$ 25 milhões, ou cerca de R$ 130 milhões.
Atualmente, as ações da SAF são controladas pela Cork Gully, uma empresa inglesa que administra a Eagle Football Holdings. O acordo firmado prevê que o Botafogo se compromete a transferir a SAF para Gabriel de Alba, proprietário da GDA, após um entendimento com a Eagle. A GDA já havia emprestado recursos ao Botafogo em fevereiro, quando o clube estava sob a gestão de John Textor, e o Botafogo afirma que as ações foram penhoradas na ocasião.
Com a nova negociação, o Botafogo espera receber US$ 80 milhões, considerando que já recebeu US$ 25 milhões da GDA anteriormente. O clube aguarda a chegada desse primeiro aporte na próxima semana, que será destinado ao pagamento de salários e dívidas.
Gabriel de Alba, após a assinatura do acordo, expressou sua ambição de transformar o Botafogo em uma instituição de referência, destacando a importância de união, disciplina e transparência para alcançar grandes conquistas.
No entanto, a transação ainda enfrenta desafios, já que a GDA precisa chegar a um acordo com a Eagle para a aquisição das ações. O Botafogo também busca resolver questões financeiras com o Lyon e a Eagle para finalizar a transferência do controle da SAF.
Recentemente, o presidente do Botafogo, João Paulo Magalhães, se reuniu com Michele Kang, presidente do Lyon, mas ainda não houve um consenso entre as partes. John Textor, que foi afastado do comando da SAF em abril, também está em busca de recuperar o controle, tendo iniciado ações judiciais tanto no Rio de Janeiro quanto na Flórida.
Textor declarou que possui 90% das ações e alertou os possíveis investidores sobre a validade de uma compra neste momento, enfatizando que a Eagle não tem o direito de vender as ações que ele considera de sua propriedade.
Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original