O Botafogo chega ao final do primeiro semestre de 2026 em meio a uma série de altos e baixos. No campo, o time enfrentou instabilidades até encontrar uma recuperação com a chegada de Franclim Carvalho. Fora das quatro linhas, a equipe lida com uma crise financeira e política, marcada por atrasos salariais e disputas societárias pela gestão da SAF.
No aspecto esportivo, o saldo é de três eliminações precoces: Carioca, Pré-Libertadores e Copa do Brasil. No entanto, o Botafogo conseguiu uma recuperação no Brasileirão, saindo da zona de rebaixamento e atualmente ocupando a 11ª posição, embora essa situação possa mudar até o fim da rodada. Na Copa Sul-Americana, o clube alvinegro se destacou ao garantir a classificação para as oitavas de final com a melhor campanha da fase de grupos.
Após ser eliminado pelo Flamengo nas quartas de final do Carioca, o Botafogo conquistou a Taça Rio, um título simbólico. Em seguida, foi eliminado pelo Barcelona de Guayaquil e não conseguiu se classificar para a fase de grupos da Libertadores, aumentando a pressão sobre o trabalho de Martín Anselmi, que foi demitido por John Textor, mesmo após uma vitória sobre o Bragantino no Brasileirão.
Com Franclim Carvalho no comando, o Botafogo começou a mostrar competitividade, especialmente na Sul-Americana, onde se classificou antecipadamente e garantiu o primeiro lugar geral na fase de grupos. No Brasileirão, a equipe conseguiu se recuperar, mesmo sem uma sequência longa de vitórias, somando 22 pontos e ocupando o meio da tabela. Sob a direção de Franclim, o Botafogo perdeu apenas dois jogos na competição (Remo e Bahia).
Até a pausa para a Copa do Mundo, o Botafogo disputou 39 partidas oficiais, com um total de 18 vitórias, sete empates e 14 derrotas, resultando em um aproveitamento de 52%, com 62 gols marcados e 49 sofridos.
Fora de campo, a situação foi ainda mais complicada. O clube enfrentou punições da Fifa e atrasos salariais, além de questionamentos sobre a gestão da SAF e disputas entre a Eagle e o modelo associativo. Desde o fim de abril, John Textor deixou o comando da SAF Botafogo, com Eduardo Iglesias assumindo a diretoria. Apesar disso, Textor busca reverter a situação e afirma ser o proprietário das ações da SAF.
Recentemente, houve uma trégua nas tensões jurídicas, com a Eagle/Ares e o Botafogo firmando um acordo de “cessar fogo” na Justiça, visando um entendimento definitivo para resolver o impasse. Há expectativas de que a SAF Botafogo tenha um novo proprietário em breve, com a GDA Luma Capital sendo a favorita para a aquisição.
Entre eliminações dolorosas, mudanças de direção e sinais de recuperação, o Botafogo conclui a primeira metade de 2026 sem respostas claras.
Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original