Na última terça-feira, o Botafogo recebeu a sexta punição da Fifa, que o impede de registrar novos jogadores. As sanções estão relacionadas a dívidas acumuladas com contratações de jogadores como Thiago Almada e Rwan Cruz, totalizando mais de R$ 299 milhões.

A maior parte dessa dívida, no valor de R$ 191.949.717,50, deve-se à Major League Soccer (MLS), abrangendo valores devidos ao Atlanta United e ao New York City, além de taxas e juros. O Botafogo também deve R$ 36.915.090,00 ao Ludogorets pela contratação de Rwan Cruz e R$ 55.227.300,00 ao Zenit, referente a Artur. Por último, há uma dívida de R$ 15.618.256,50 com o Nacional, relacionada a Lucas Villalba.

O clube carioca revelou essas informações em um documento apresentado à Justiça do Rio de Janeiro, no processo de Recuperação Judicial da SAF, onde o passivo total é estimado em cerca de R$ 1,286 bilhão. Após a apresentação, os credores terão um prazo de 15 dias para contestar os valores.

O valor total das dívidas que resultaram no transfer ban é de R$ 299.710.364,00, que inclui apenas as cinco punições relacionadas às contratações. Há uma sexta punição, mantida em sigilo, por não pagamento de multas. O Botafogo precisa regularizar essas pendências para que a Fifa retire as restrições e o clube possa inscrever novos atletas.

Atualmente, a punição é indeterminada, especialmente pelo caso de Almada, que já havia feito um acordo e não cumpriu. Apesar disso, a diretoria acredita que as punições aplicadas após o pedido de Recuperação Judicial podem ser revertidas, semelhante ao que ocorreu com o Vasco. Contudo, ainda não há definição sobre essa possibilidade.

Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original