O duelo entre Boca Juniors e Cruzeiro, marcado para esta terça-feira na Conmebol Libertadores, é cercado de polêmicas e rivalidade. Apesar de 16 anos de diferença na fundação, ambos os clubes compartilham a mesma origem, sendo criados por imigrantes italianos em bairros operários no início do século XX. O Cruzeiro, fundado em janeiro de 1921 como Palestra Itália, teve seu nome alterado em 1942 devido a um decreto governamental durante a Segunda Guerra Mundial. Já o Boca Juniors foi fundado em 1905 por um grupo de imigrantes em Buenos Aires.

A história dos confrontos entre as duas equipes é repleta de controvérsias. No total, já se enfrentaram 16 vezes, com o Boca levando vantagem em vitórias: sete contra cinco do Cruzeiro, além de quatro empates. Nas nove partidas da Libertadores, o Boca também se destaca, com quatro triunfos, três do Cruzeiro e dois empates.

O primeiro encontro entre os clubes ocorreu em uma final de Libertadores, onde um jogo extra foi necessário após cada time vencer uma partida. O Boca venceu em casa, e o Cruzeiro respondeu com uma vitória no Mineirão, levando a uma disputa de pênaltis que se transformou em polêmica, com o Cruzeiro alegando que o goleiro Hugo Gatti se adiantou nas cobranças.

Em 2008, mais uma polêmica surgiu nas oitavas de final, quando um cubo de gelo arremessado pela torcida do Boca levou à suspensão da partida, que foi posteriormente dada como vitória para os argentinos. Em 2018, Dedé foi expulso em ambos os jogos das quartas de final, gerando controvérsias sobre suas expulsões.

No último confronto, em abril, o Boca Juniors viu o atacante Adam Bareiro ser expulso ainda no primeiro tempo, e a partida terminou em confusão, com uma briga generalizada entre os jogadores e acusações de racismo, que agora serão analisadas pela Conmebol.

Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original