A eleição para a presidência do São Paulo está agendada para a primeira quinzena de dezembro, mas os preparativos e articulações nos bastidores do Morumbi já começaram. Este pleito determinará quem estará à frente do clube de 2027 a 2029 e inclui etapas cruciais, como a escolha de novos conselheiros vitalícios, que ocorrerá entre julho e agosto, e a eleição de novos conselheiros, programada para novembro.
Atualmente, o Conselho Deliberativo do São Paulo conta com 249 conselheiros, apesar de um total de 260 cadeiras previstas no estatuto, devido a vagas em aberto. Os conselheiros, divididos em nove grupos políticos e um grupo de independentes, serão responsáveis pela escolha do próximo presidente.
Após o impeachment de Julio Casares em janeiro, o cenário político do clube passou por mudanças significativas. Seis dos nove grupos políticos estão agora alinhados com a gestão atual: Vanguarda, Legião, Participação, Sempre Tricolor, Somos SPFC e Super, totalizando cerca de 140 conselheiros. A oposição, composta por Força, Salve o Tricolor Paulista e Novo São Paulo, reúne aproximadamente 90 integrantes. Os independentes, que somam 19 conselheiros, não se organizam em bloco e costumam dividir seus votos.
Embora a situação tenha uma maioria clara entre os grupos organizados, o ambiente político pode se alterar até dezembro. Além da escolha dos novos conselheiros vitalícios, o clube também elegerá 100 novos conselheiros na segunda quinzena de novembro.
O mandato de conselheiro vitalício é um dos mais almejados na política do São Paulo, pois esses conselheiros têm um papel permanente no Conselho e participam das decisões mais relevantes, incluindo a eleição do presidente. Este ano, dez novas vagas serão preenchidas, o que é considerado estratégico para a disputa presidencial. Apenas associados com pelo menos 20 anos de vínculo com o clube podem se candidatar, e o Conselho Consultivo indicará até dois terços dos candidatos, limitando-se a uma lista de 40 nomes para votação.
A escolha dos novos conselheiros vitalícios é vista como uma etapa crítica na disputa política, com a expectativa de que a maioria dos nomes indicados pelo Conselho Consultivo seja alinhada à oposição, o que poderia impactar a vantagem atual da situação.
Ainda não há definição sobre o candidato da situação. Harry Massis, que assumiu a presidência de forma transitória, não descarta a possibilidade de concorrer a um mandato completo. Nos bastidores, Adílson Alves Martins também surge como uma opção do grupo governista. Do lado da oposição, nomes como Daurio Speranzini, Marcelo Marcucci, Portugal Gouvêa e Flávio Marques estão sendo discutidos, mas ainda não há consenso sobre uma candidatura única.
O calendário eleitoral do São Paulo prevê a eleição de novos conselheiros vitalícios na segunda quinzena de julho e primeira semana de agosto, a eleição de conselheiros na segunda quinzena de novembro e, por fim, a eleição para presidente, Diretoria e Conselho Deliberativo na primeira quinzena de dezembro.
Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original