O Vasco chegou a Buenos Aires na noite do último domingo para seu primeiro confronto histórico contra o Barracas Central, na fase de grupos da Copa Sul-Americana. O jogo será realizado no estádio Florencio Sola, casa do Banfield, devido a exigências da Conmebol que impediram a equipe de Renato Gaúcho de jogar no estádio Claudio "Chiqui" Tapia, que passou a ser mais conhecido após sua reforma concluída em 2025.

A ligação do Barracas Central com a Associação Argentina de Futebol (AFA) é forte, especialmente através de Claudio "Chiqui" Tapia, ex-jogador e presidente da AFA desde 2017. Ele foi presidente do Barracas por mais de 18 anos, até que seu filho, Matías Tapia, assumiu o cargo em 2020. Desde então, o clube tem se destacado, tendo conquistado a terceira divisão em 2019 e retornado à elite do futebol argentino em 2021, após 88 anos.

Na Argentina, o Barracas Central é frequentemente chamado de "Tapia FC", devido à sua estreita relação com a AFA. O clube também é conhecido por suas polêmicas, especialmente relacionadas à arbitragem e à reforma de seu estádio, que passou por um processo de modernização iniciado em 2023. As obras, que aumentaram a capacidade de 6 mil para 12 mil torcedores, geraram questionamentos sobre a origem dos recursos financeiros utilizados, embora as denúncias tenham sido arquivadas por falta de provas.

Apesar das melhorias, o novo estádio não atenderá às exigências necessárias para jogos internacionais nesta fase da Copa Sul-Americana, e o Barracas Central, que possui cerca de 2.500 sócios, é frequentemente visto com setores vazios durante as partidas.

O clube disputará sua primeira competição internacional e, em meio a polêmicas, busca fazer história. Na última temporada, o Barracas Central terminou o Campeonato Argentino em sexto lugar e atualmente ocupa a nona posição na tabela, com quatro vitórias, quatro empates e quatro derrotas.

Com um estilo de jogo conservador, o Barracas Central utiliza uma formação 5-3-2, com destaque para o ala Rodrigo Insúa. A equipe, no entanto, enfrenta dificuldades no ataque, tendo ficado sem marcar em cinco dos 12 jogos que disputou nesta temporada.

Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original