Na última partida que disputou pelo Botafogo, Barboza expressou sua tristeza ao deixar o clube, afirmando que não desejava sair: "Disseram que eu tinha que ir embora". O zagueiro se despediu do Estádio Nilton Santos após a vitória de 3 a 1 sobre o Corinthians, onde teve uma boa atuação e chorou ao final do jogo. Ao lado de familiares que usavam camisetas personalizadas, Barboza foi honesto sobre sua saída, atribuindo a responsabilidade ao clube.
Com um acerto já definido com o Palmeiras, Barboza ainda pode jogar mais duas partidas pelo Botafogo, ambas pela Copa Sul-Americana. Ele completou seu 12º jogo no Campeonato Brasileiro e, caso atue novamente, não poderá mais defender outro time nesta edição do torneio. Sua despedida oficial pelo Botafogo deve ocorrer no torneio internacional.
O Palmeiras esperava que o duelo contra o Corinthians fosse o último de Barboza pelo Botafogo, mas a decisão sobre sua utilização cabe ao técnico Franclim Carvalho, que pretende escalá-lo contra São Paulo ou Bahia e também na Sul-Americana. O último jogo do zagueiro pelo clube pode ser na quarta-feira, contra o Independiente Petrolero, onde uma vitória pode garantir a classificação para o mata-mata da Sul-Americana. Existe também a possibilidade de uma despedida contra o Caracas na última rodada do torneio.
Durante a partida, Barboza teve uma atuação defensiva sólida, com nove cortes e três recuperações de bola, além de um cabeceio que quase resultou em gol. Após o apito final, ele foi abraçado pelos colegas de equipe e pelo treinador, que agradeceu pela contribuição do jogador ao clube. Torcedores presentes pediram pela permanência do zagueiro.
Em entrevista, Barboza revelou sua frustração com a situação: "Minha ideia era esperar até o final do ano para ver se melhorava. Depois aconteceu o que aconteceu. Eu não ia assinar pré-contrato com ninguém porque sabia que ano que vem, se eu mantivesse o nível, teriam muitos clubes interessados. Aí chegou Palmeiras, Cruzeiro e outros times perguntando minhas condições. Eu não estava sabendo de nada até que ligaram para o meu empresário dizendo que eu tinha que ir embora: 'A gente recebeu uma proposta por ele que é muito boa para o clube, ele tem que ir embora'. Eu perguntei por que, e disseram que sabiam que eu queria sair de graça no final do ano e o clube decidiu me vender porque precisava de dinheiro. Meu empresário falou isso para mim, eu pensei e dei uma resposta há poucos dias.
Barboza continuou jogando, mas recebeu outra ligação informando que não iria para o Palmeiras, mas sim para o Cruzeiro, que oferecia mais dinheiro. Ele se sentiu pressionado a escolher entre os clubes. "Fui eu que falei com Savarino quando não estava sendo valorizado pelo clube que tinha que sair. A realidade é que trabalhei demais para ser valorizado. Eu falei com o Savarino: 'Se você não está sendo valorizado aqui, tenta sair. Porque se não é agora, é dentro de uma semana para outro clube'. Ele escolheu... Não, tiraram ele e foi para o Fluminense. Como posso falar uma coisa para ele, que é meu amigo, e fazer o contrário? Eu tinha que decidir se iria para um ou outro", desabafou Barboza.
Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original