O presidente do Flamengo, Bap, encaminhou ao Conselho Deliberativo uma proposta com o objetivo de institucionalizar a profissionalização do clube. A emenda, denominada "emenda do profissionalismo", visa que todas as áreas do Flamengo sejam geridas apenas por diretores remunerados.
A proposta sugere a eliminação das vice-presidências específicas e a transformação do conselho diretor em um conselho gestor. Este novo conselho seria composto pelo presidente e vice-presidente, além de até 13 membros nomeados pelo presidente, que teriam um mandato de três anos, escolhidos entre associados Grande-Beneméritos, Beneméritos, Eméritos ou Proprietários.
Segundo o texto, "a atuação dos membros nomeados do Conselho Gestor estará pautada nos princípios de transparência, equidade, prestação de contas e responsabilidade corporativa".
O Conselho Gestor seria responsável pela direção estratégica e supervisão do Flamengo, ligando a gestão profissional do clube aos associados, a quem deve prestar contas. Os membros do Conselho Gestor apoiariam e supervisionariam a gestão de todos os departamentos, sem interferir nas atividades operacionais, e teriam liberdade para solicitar informações necessárias ao desempenho de suas funções.
A proposta ainda está em fase de discussão com os conselheiros, que podem sugerir alterações antes que o texto final seja apresentado à comissão do estatuto. A expectativa é que a votação ocorra até o final do ano.
Uma das principais mudanças é a exclusão do capítulo que trata das vice-presidências, substituindo-o por um texto sobre a diretoria profissional, que deverá prestar contas ao conselho gestor e ser composta por profissionais contratados com base em critérios técnicos e avaliações periódicas.
Serão 15 setores geridos por essa diretoria, incluindo áreas como marketing, finanças, jurídico, esportes olímpicos, futebol e tecnologia. Todos os setores estarão sob a supervisão do diretor geral do Flamengo, que reporta ao presidente, com exceções específicas para futebol, jurídico e remo.
Os gestores e executivos deverão ter formação acadêmica de instituições reconhecidas e experiência comprovada em suas áreas. A remuneração será compatível com o mercado e com a complexidade das funções.
O presidente do Flamengo também presidirá o conselho gestor, tendo voto de qualidade em casos de empate, e será responsável por nomear e destituir os vice-presidentes não executivos.
Essa nova estrutura terá influência nas decisões sobre balancetes, orçamentos e contratações, incluindo a do diretor-geral.
Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original