Augusto Melo, que ocupou a presidência do Corinthians entre 2024 e 2025, foi expulso do clube em uma votação realizada pelo Conselho Deliberativo na noite de segunda-feira, no Parque São Jorge. A decisão ocorreu devido à tentativa de Melo de retomar a presidência após ter sido afastado por impeachment em maio do ano passado.
Dos 156 conselheiros presentes, 147 votaram a favor da expulsão, enquanto cinco foram contra e quatro se abstiveram. Entre os conselheiros vitalícios, a decisão pela expulsão foi unânime.
Antes da reunião, Augusto Melo acionou a Justiça na tentativa de anular a votação, mas seu pedido de liminar não foi respondido antes do encerramento do pleito. Durante a votação, centenas de torcedores se reuniram em frente ao Parque São Jorge para apoiar a expulsão, exibindo faixas e bandeiras.
Os conselheiros Maria Angela, Mario Mello Junior, Paulo Juricic e Ronaldo Fernandez Tomé, que também estavam sob julgamento, terão seus casos analisados em 8 de junho, juntamente com outros conselheiros envolvidos.
Augusto Melo, que enfrentou impeachment por irregularidades em contratos de patrocínio e desrespeito ao estatuto do clube, também responde a processos na Justiça por crimes como associação criminosa e lavagem de dinheiro. Sua expulsão marca a terceira exclusão de um ex-presidente do Corinthians em uma semana, após a expulsão de Andrés Sanchez e a renúncia de Duílio Monteiro Alves.
Em 31 de maio de 2025, Augusto tentou retornar ao cargo, alegando que havia sido reconduzido por aliados após uma suposta mudança na presidência do Conselho Deliberativo. No entanto, essa tentativa não teve sucesso, e o presidente em exercício, Osmar Stabile, manteve sua posição.
Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original