O Atlético-MG se prepara para voltar a campo após a data FIFA, enfrentando uma situação delicada. O clube foi condenado pela Câmara de Resolução de Disputas da Fifa a quitar dívidas com três clubes, sendo dois da Europa e um da América do Sul. As pendências estão ligadas aos jogadores Lyanco, Bruno Fuchs e Brahian Palacios, com um valor total superior a R$ 17 milhões.
O Galo já recorreu ao CAS (Corte Arbitral do Esporte) em relação a esses três casos. Em nota, o Atlético reconheceu as disputas e contestou alguns aspectos das ações, destacando a intenção de negociar o pagamento das dívidas.
Sobre Lyanco, o Atlético-MG firmou um acordo com o Southampton, da Inglaterra, para sua contratação por 5,2 milhões de euros, divididos em cinco parcelas até julho de 2026. No entanto, em outubro de 2025, o Southampton acionou a Fifa devido ao atraso no pagamento da terceira parcela, que venceu em julho. A Fifa deu ganho de causa aos ingleses, e o Atlético recorreu da decisão. Um novo atraso na quarta parcela gerou outra notificação do Southampton, que levou a situação novamente à Fifa. A justificativa do Atlético de não ter recebido faturas válidas foi rejeitada, resultando em condenação ao pagamento integral, com juros, em 45 dias, sob pena de restrições na inscrição de novos jogadores.
Em relação a Bruno Fuchs, o atleta foi contratado do CSKA, da Rússia, em 2022. O Atlético comprometeu-se a pagar 360 mil euros pelo empréstimo e 2,7 milhões de euros pela transferência definitiva. O CSKA alegou que o Galo não quitou nem a taxa de empréstimo nem a primeira parcela da compra. A Câmara de Resolução de Disputas determinou que o Atlético pagasse 900 mil euros, mais juros e multa, sob pena de restrições na inscrição de novos jogadores.
Quanto a Brahian Palacios, o Atlético contratou o jogador do Atlético Nacional, da Colômbia, por 3 milhões de dólares, com pagamento em quatro parcelas. O clube atrasou a última parcela, o que levou o Atlético Nacional a reclamar na Fifa. O Atlético contestou a multa imposta, que foi reduzida, mas o clube ainda terá que pagar 400 mil dólares em um prazo determinado, sob risco de restrições semelhantes.
Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original