O Atlético-MG foi notificado pela ANRESF (Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol) devido a atrasos em pagamentos relacionados a transferências. A situação envolve a compra do zagueiro Vitor Hugo, oriundo do Bahia, e uma taxa de vitrine referente ao meio-campista Victor Hugo, que estava emprestado ao Santos.
O clube corre o risco de enfrentar um transfer ban, que impediria o registro de novos jogadores. A ANRESF emitiu uma advertência pública, reconhecendo o atraso e concedendo um prazo de 45 dias, a partir da notificação, para que a dívida seja quitada. Caso contrário, o Galo poderá ser impedido de registrar novos atletas.
O Atlético tentou contestar a decisão, mas a defesa foi rejeitada pela agência, que não aceitou argumentos como o plano coletivo na CNRD, a proposta de transação tributária e o parcelamento do ISS, pois não estavam formalizados na data limite.
As dívidas em questão incluem a quantia de 100 mil euros (cerca de R$ 597 mil) que o Atlético deve ao Bahia, referente a uma cláusula que previa o pagamento caso Vitor Hugo atuasse como titular em 15 partidas. Ele cumpriu essa meta no final de abril, mas o pagamento não foi realizado até maio.
Além disso, a pendência com o Santos diz respeito à taxa de vitrine do meia Victor Hugo, que foi contratado pelo Atlético, mas que pertencia ao Flamengo. O Santos tinha um direito de 10% da transação, caso o jogador fosse negociado, o que ainda não foi pago pelo Galo.
Em resposta à reportagem, o Atlético afirmou que está ciente da decisão da ANRESF e que buscará resolver as pendências financeiras com seus credores, alguns dos quais também têm créditos a receber do clube.
Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original