O Atlético-MG enfrenta desafios em seu setor ofensivo após a saída de Paulinho e Hulk, que formaram uma das duplas de ataque mais prolíficas do futebol brasileiro nos últimos anos. Juntos, eles marcaram 99 gols e conquistaram títulos importantes, incluindo dois Campeonatos Mineiros, além de chegarem a finais da Copa do Brasil e da Libertadores.
Desde a saída de Paulinho, vendido ao Palmeiras por mais de R$ 100 milhões, o clube realizou oito contratações para o ataque, totalizando aproximadamente R$ 211 milhões. No entanto, os novos atacantes não conseguiram igualar o desempenho da antiga dupla. Júnior Santos, a contratação mais cara, custou R$ 48 milhões, mas anotou apenas dois gols em 28 partidas.
Outros reforços, como Rony, que custou R$ 38 milhões e marcou 14 gols em 65 jogos, também enfrentaram dificuldades. Rony chegou a acionar a Justiça contra o clube por rescisão contratual, mas depois desistiu da ação e foi negociado com o Santos.
O Atlético ainda trouxe Cuello, Dudu, Alan Minda, Cassierra, Biel e João Marcelo, mas nenhum deles conseguiu se destacar ao lado de Hulk. Com a saída do atacante para o Fluminense, Cassierra tem se destacado como possível substituto, enquanto Cuello apresenta maior regularidade.
Após o empate contra o Bahia, o técnico Eduardo Domínguez afirmou que o clube está em busca de um novo centroavante, reconhecendo a dificuldade de encontrar jogadores que exijam altos investimentos. Ele ressaltou que a equipe tem criado oportunidades de gol, mas precisa melhorar na finalização.
Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original