A classificação do Atlético-MG para a final da Sul-Americana traz consequências tanto esportivas quanto financeiras para o clube. Ao enfrentar o Boca Juniors na decisão marcada para 21 de novembro, o Galo já garantiu um mínimo de R$ 12,9 milhões, valor que representa quase 90% do total que arrecadou nas fases anteriores do torneio.

A conquista da vaga foi possível após a equipe eliminar o Montevideo City Torque na semifinal. Agora, o Atlético-MG se prepara para a final única que ocorrerá no Estádio Metropolitano Roberto Meléndez, em Barranquilla, na Colômbia.

Se o time terminar como vice-campeão, a premiação totalizará pelo menos R$ 27 milhões, podendo dobrar em caso de vitória, já que o campeão da Sul-Americana recebe R$ 50 milhões, além dos R$ 14,1 milhões acumulados durante a competição.

Abaixo, os valores de premiação em cada fase da Sul-Americana:

  • Fase de grupos: 300 mil dólares (R$ 1,545 milhão)
  • Vitória na fase de grupos: 125 mil dólares (R$ 643 mil)
  • Oitavas de final: 600 mil dólares (R$ 3,090 milhões)
  • Quartas de final: 700 mil dólares (R$ 3,6 milhões)
  • Semifinal: 800 mil dólares (R$ 4,12 milhões)
  • Vice-campeão: 2,5 milhões de dólares (R$ 12,9 milhões)
  • Campeão: 10 milhões de dólares (R$ 50 milhões)

A trajetória do Atlético-MG na Sul-Americana tem sido fundamental para suas finanças. Desde a chegada de Pedro Daniel como CEO, o clube tem implementado um controle financeiro mais rigoroso, visando a redução das dívidas bancárias que afetam o fluxo de caixa. Apesar dos avanços, o Atlético ainda enfrenta dívidas com clubes, empresários e agentes, tanto no Brasil quanto no exterior, e apresentou um plano para resolver parte dessas pendências na Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD).

A presença na final continental também aproxima o Atlético-MG de um retorno à Libertadores, competição que não disputa desde 2024, o que impactará significativamente seu planejamento esportivo e financeiro nos próximos anos.

Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original