O Atlético-MG vive um momento complicado, tendo passado de um trabalho sólido para a sua pior sequência de derrotas na temporada. Na semifinal da Copa do Brasil, a equipe teve a oportunidade de reagir em um jogo difícil contra o Grêmio, mas acabou sendo derrotada por 2 a 0 em Porto Alegre.
O técnico Eduardo Domínguez surpreendeu ao escalar Léo Duarte na lateral direita e Vitor Hugo como dupla de Lyanco na zaga, buscando maior solidez defensiva. No ataque, Victor Hugo foi mantido como referência central. O primeiro tempo do Atlético foi considerado razoável, apesar do gol sofrido, que pesou bastante na avaliação.
Com a posse de bola, o time conseguiu se movimentar bem, especialmente pelo lado esquerdo, com Castaño, Bernard e Lodi criando boas oportunidades. No entanto, um erro defensivo resultou no primeiro gol do Grêmio, onde Lyanco não conseguiu interceptar a jogada que culminou em um gol de Carlos Vinicius.
Após o intervalo, Domínguez fez alterações, colocando Igor Gomes e Minda em campo, mas logo no início da segunda etapa, o Grêmio ampliou a vantagem com um gol de Noriega, que recebeu a bola sem marcação. A partir daí, a equipe gremista adotou uma postura defensiva, explorando contra-ataques.
O Atlético-MG teve mais posse de bola (67%) e finalizou 21 vezes, mas a falta de efetividade no ataque e a fragilidade defensiva foram determinantes para a derrota. Apesar do volume de jogo, as chances concretas foram escassas, evidenciando a necessidade de um centroavante que possa finalizar as jogadas.
Agora, o Atlético precisa de uma remontada em casa para mudar a atmosfera do clube nesta fase da temporada. O torcedor ainda mantém esperanças de uma virada, mas é fundamental que a equipe encontre soluções dentro de campo.
Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original