O Atlético-MG divulgou os resultados financeiros do exercício de 2025, apresentando um prejuízo de R$ 882 milhões. A dívida total do clube ultrapassou os R$ 2 bilhões.
O prejuízo foi impactado por uma 'perda de valor justo' de R$ 572 milhões, conforme detalhado nas demonstrações financeiras. A administração do clube destacou que esse efeito é de natureza não financeira e pontual, resultando em um prejuízo considerado de R$ 310 milhões.
Uma avaliação realizada pela LCA Consultores, empresa especializada, indicou que o valor recuperável dos ativos do Departamento de Futebol é inferior ao seu valor contábil, levando ao reconhecimento de uma perda por redução ao valor recuperável (impairment) de R$ 572 milhões.
Os custos operacionais e os investimentos no futebol foram os principais responsáveis pela conta negativa, totalizando R$ 461 milhões e R$ 181 milhões, respectivamente. A receita líquida do clube em 2025 foi de R$ 727 milhões, impulsionada por direitos de transmissão (R$ 282 milhões), vendas de atletas (R$ 203 milhões) e explorações comerciais (R$ 139 milhões).
A receita bruta do Atlético-MG em 2025 foi de R$ 768 milhões, um aumento de 14% em comparação a 2024. Desse total, R$ 565 milhões foram oriundos de direitos de transmissão, bilheteria, sócio-torcedor, premiações e receitas da Arena MRV.
O endividamento do clube, que considera todos os passivos menos os ativos que possuem efeito caixa, foi estimado em R$ 1,78 bilhão. Em 2024, a dívida era de R$ 1,4 bilhão. A soma das dívidas de curto e longo prazo totaliza R$ 2,66 bilhões, com deduções que resultam em um valor acumulado de R$ 2,196 bilhões.
O endividamento bancário do Atlético-MG também cresceu, passando de R$ 555 milhões para R$ 654 milhões, enquanto as dívidas tributárias aumentaram de R$ 388 milhões para R$ 487 milhões. Além disso, a dívida relacionada à compra de atletas saltou de R$ 100 milhões para R$ 243 milhões.
A folha de pagamento do futebol profissional representou 67% dos custos operacionais totais, com um crescimento de 7% em relação ao ano anterior. O clube também anunciou um aumento nas receitas com vendas de atletas, destacando os seguintes valores: Alisson (Shakthar) por R$ 77 milhões, Rubens (Dínamo Moscou) por R$ 55 milhões, Zaracho (Racing) por R$ 12 milhões, Rodrigo Battaglia por R$ 9,5 milhões e Otávio (Fluminense) por R$ 8,5 milhões.
Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original