No empate por 2 a 2 com o Remo, no Mangueirão, o Atlético-MG teve uma atuação que deixou a desejar. O time, comandado por Eduardo Domínguez, conseguiu virar o jogo, mas adotou uma postura defensiva que acabou custando caro, impedindo a equipe de se aproximar do grupo dos cinco primeiros colocados do Campeonato Brasileiro.

Com a vitória, o Atlético poderia ter alcançado 32 pontos e se aproximado da vaga na Libertadores 2027. Domínguez escalou uma formação bastante alterada em relação ao último jogo, com a única mudança esperada sendo a entrada de Pascini no lugar de Lodi, suspenso. Na zaga, Vitor Hugo substituiu Lyanco, enquanto Alan Franco, Maycon e Cissé formaram o meio-campo. No ataque, Reinier assumiu a posição de Cassierra, e Preciado atuou como ala pela direita, sendo bastante acionado nas jogadas.

A partida começou com um susto para o Atlético, que sofreu um gol logo aos 2 minutos. Após um lançamento de Everson, os zagueiros falharam na defesa, permitindo que Jajá abrisse o placar. O Remo, em seguida, cedeu a posse de bola ao Atlético, que, apesar de controlar o jogo, teve dificuldades em criar boas oportunidades. O time se destacou no final do primeiro tempo, quando Cissé encontrou Preciado, que cruzou para Reinier empatar a partida de cabeça.

Na sequência, o Atlético voltou para o segundo tempo com uma postura mais ofensiva, conseguindo a virada com um gol de Bernard, após jogada pelo lado direito. No entanto, essa intensidade não se manteve. O Remo tomou a iniciativa e, aproveitando a postura recuada do Atlético, conseguiu empatar novamente com um gol de Taliari, que ficou cara a cara com Everson e finalizou cruzado.

Apesar de continuar invicto após a pausa para a Copa do Mundo, o Atlético-MG precisa refletir sobre sua estratégia, que se mostrou arriscada e permitiu que o adversário se aproximasse com facilidade. O time perdeu uma oportunidade valiosa de subir na tabela e alcançar seus objetivos nesta temporada.

Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original