O Atlético-MG e o Botafogo se encontram neste domingo, às 16h (de Brasília), na Arena MRV, em um duelo válido pela 15ª rodada do Campeonato Brasileiro. Este será o primeiro confronto entre as SAFs dos clubes em 2026. Ambos foram finalistas da Libertadores em 2024, mas atualmente enfrentam desafios distintos após crises em suas diretorias, que resultaram em mudanças drásticas nos elencos.

A final da Libertadores ocorreu em 30 de novembro de 2024, quando o Botafogo derrotou o Atlético-MG por 3 a 1. Naquele jogo, Luiz Henrique e Alex Telles marcaram para o time carioca, enquanto Vargas descontou para o Galo, que ainda viu Júnior Santos ampliar a vantagem nos acréscimos.

Desde a final, as equipes se enfrentaram em duas ocasiões, com uma vitória para cada lado. O Atlético-MG conta com sete jogadores remanescentes do time que disputou a final, incluindo Everson, Lyanco e Scarpa. Por outro lado, o ataque do Botafogo foi praticamente reestruturado, restando apenas Vitinho e Alex Telles entre os titulares daquele dia.

A crise no Atlético-MG se intensificou desde que a família Menin assumiu a SAF em 2023. O clube não obteve o desempenho esperado, acumulando vices em várias competições e lutando contra o rebaixamento no Campeonato Brasileiro. Além disso, a dívida do clube ultrapassou R$ 2 bilhões, com um prejuízo de R$ 882 milhões em 2025.

O acionista majoritário Rafael Menin anunciou seu afastamento das operações diárias do clube em abril, delegando a responsabilidade a Pedro Daniel, CEO do Galo. Menin afirmou que continuará participando das decisões importantes do Atlético.

No Botafogo, a situação também é complicada. Após um início promissor sob a gestão de John Textor, o clube não conseguiu manter o mesmo ritmo em 2025, enfrentando mudanças na comissão técnica e uma debandada de jogadores. A temporada de 2026 começou com desafios financeiros, incluindo um transfer ban da FIFA devido a dívidas não quitadas.

Recentemente, Textor foi afastado da gestão do Botafogo por uma decisão arbitral, enquanto o clube busca soluções para sua crise financeira, que inclui uma dívida de curto prazo estimada em R$ 1,6 bilhão.

Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original