A defesa do Cruzeiro, sob a direção de Artur Jorge, vive um bom momento, especialmente com a proximidade do clássico contra o Atlético-MG. A equipe conseguiu manter a meta invicta em dois jogos consecutivos, igualando a marca de 'clean sheets' obtida durante a passagem de Tite pelo clube.

Além dos confrontos contra Remo e Boca Juniors, o Cruzeiro não foi vazado em partidas contra Vitória (3 a 0), Grêmio (1 a 0) e Barcelona de Guayaquil (1 a 0). No entanto, a média de gols sofridos ainda precisa ser aprimorada, uma vez que a equipe levou nove gols em nove partidas sob o comando do treinador português.

Durante a era Tite, a defesa também conseguiu cinco jogos sem sofrer gols, mas em um total de 17 partidas disputadas no Campeonato Mineiro e no Campeonato Brasileiro, resultando em 21 gols sofridos, o que representa uma média superior a um gol por jogo.

Artur Jorge, que está no comando do Cruzeiro há pouco mais de um mês, fez diversas alterações na defesa, mantendo a base deixada por Tite, mas promovendo a entrada de jogadores como Fagner e Jonathan Jesus. Também houve um revezamento na posição de goleiro devido a uma lesão de Cássio, enquanto William passou a ser a terceira opção na lateral direita, atrás do jovem Kauã Moraes. Lucas Villalba, que começou como titular, agora é reserva.

Embora as mudanças na defesa estejam definidas, uma dúvida persiste em relação ao goleiro. Matheus Cunha, que teve um bom início sob a direção de Artur Jorge, enfrenta pressão da torcida. Em contrapartida, Otávio teve a chance de estrear como titular na partida contra o Goiás, pela Copa do Brasil, e foi escolhido para o duelo com o Boca Juniors, tornando-se o goleiro mais jovem a iniciar uma partida de Libertadores no Século XXI.

O Cruzeiro ainda busca melhorar sua posição como uma das piores defesas do Campeonato Brasileiro, tendo sofrido 21 gols, superando apenas Botafogo, Chapecoense e Remo neste aspecto.

Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original