Artur Jorge, que possui uma trajetória destacada no Braga, de Portugal, e uma experiência recente no Al Rayyan, do Catar, vê com bons olhos a proposta de diminuição do número de jogadores estrangeiros no Brasil. Essa mudança ocorrerá de forma gradual entre 2027 e 2030, período que coincide com o contrato do treinador no Cruzeiro.
Segundo Artur, essa medida é essencial para valorizar a base e os talentos que estão em categorias inferiores. Ele afirma: 'Teremos um decréscimo gradual, e isso faz sentido, considerando que estamos no país que mais produz talentos no mundo.'
Entretanto, o treinador também alerta que a nova regra pode aumentar a competitividade de clubes de outros países. Ele observa que o Brasil tem dominado a Libertadores, em grande parte devido ao poder financeiro que permite a contratação de jogadores internacionais. 'Podemos perder competitividade em competições internacionais. Neste momento, temos a capacidade de trazer os melhores de outros países, e isso permitirá que outras equipes também se aproximem de nós.'
Artur Jorge acredita que, em uma análise mais racional do cenário do futebol brasileiro, a mudança pode ser benéfica, pois resultará em um aumento no número de jogadores brasileiros nas equipes.
Atualmente, o Cruzeiro conta com oito jogadores estrangeiros em seu elenco: os laterais Gabriel Rojas e Matías Viña, o zagueiro Lucas Villalba, os volantes Lucas Romero e Fabrício Peralta, e os atacantes Keny Arroyo, Luis Sinisterra e Neyser Villarreal. O clube já se adapta à nova regra prevista para 2027, embora a permanência de alguns estrangeiros ainda esteja em dúvida. Fabrício Peralta está no clube apenas para tratamento de uma lesão no joelho, enquanto Viña e Villalba têm contratos que expiram em dezembro e dependem de avaliação para renovação.
Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original