A Justiça de São Paulo aceitou a denúncia do Ministério Público e tornou Armando Mendonça, vice-presidente do Corinthians, réu em um caso referente à gestão dos materiais esportivos fornecidos pela Nike.

O dirigente é acusado de apropriação indébita agravada, tentativa de apropriação indébita, furto qualificado e coação no curso do processo. A decisão foi proferida pela juíza Amanda Eiko Sato, da 25ª Vara Criminal do Foro Central Criminal da Barra Funda, na última terça-feira.

A juíza acolheu a denúncia do promotor Cássio Roberto Conserino, considerando que existem indícios suficientes de autoria e materialidade das acusações. Mendonça foi afastado do cargo no dia 8 e terá dez dias para apresentar sua defesa após ser intimado. Além disso, testemunhas da investigação serão ouvidas.

Apesar de aceitar a denúncia, a juíza rejeitou pedidos de medidas cautelares, como a suspensão temporária do quadro de associados, citando o afastamento voluntário do dirigente por 30 dias. Também foi negado o pedido para impedir que Armando frequentasse o clube, pois não há evidências de que ele exerceria influência sobre testemunhas ou colaboradores.

O promotor Cássio Roberto Conserino deve recorrer da decisão que negou as medidas cautelares solicitadas.

Em nota, Armando Mendonça se manifestou sobre a acusação, afirmando que a considera injusta e infundada. Ele declarou: "Encaro este momento com serenidade e confiança. Esta será a oportunidade para demonstrar que jamais desviei materiais do Corinthians e que não obtive qualquer benefício pessoal em detrimento do clube". Mendonça também ressaltou que o Corinthians já se posicionou contra as acusações e que o relatório utilizado como base para a denúncia não concluiu pela existência de irregularidades.

O caso surgiu após uma auditoria interna, solicitada pelo presidente Osmar Stabile, que identificou irregularidades na gestão dos materiais fornecidos pela Nike, colocando o vice-presidente no centro das inconformidades. Armando negou as irregularidades, afirmando que o descontrole ocorreu na gestão anterior e que, sob a nova administração, correções foram feitas.

Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original