No último clássico entre Vasco e Botafogo, o árbitro Wagner do Nascimento Magalhães destacou em sua súmula que o sistema de VAR enfrentou problemas durante o segundo tempo. Segundo o juiz, torcedores do Vasco deslocaram uma câmera posicionada na linha do gol, o que deixou o equipamento inoperante por 12 minutos.

Além disso, o árbitro relatou que o operador da tecnologia foi hostilizado e ameaçado ao tentar corrigir o problema. "Após o término da partida, o quality manager Bernardo Campos Martins me informou que, após o início do segundo tempo, a torcida mandante deslocou a câmera gol line, ficando inoperante por 12 minutos até o seu retorno. Após o segundo gol da equipe visitante, aos 33 minutos do segundo tempo, houve uma nova ocorrência com a câmera, que ficou inoperante até o final da partida, pois o operador da hawk-eye foi impedido pela torcida de acessar a plataforma onde se encontrava a câmera, sendo hostilizado e ameaçado", diz um trecho da súmula.

O árbitro não especificou se algum lance deixou de ser analisado pelo VAR devido a essa interferência. A câmera em questão é crucial para verificar lances de impedimento e se a bola cruzou a linha do gol. Diante das circunstâncias, o Vasco pode enfrentar punições por parte da CBF ou do STJD.

Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original