O ex-presidente do Corinthians, Andrés Sanchez, não faz mais parte do quadro de associados do clube. A decisão foi tomada pelo Conselho Deliberativo em uma votação realizada no Parque São Jorge, onde 112 dos 167 conselheiros presentes votaram a favor da expulsão, representando 67,1% do total.

A expulsão ocorreu devido ao uso indevido do cartão corporativo para despesas pessoais. A votação contou com a presença de 58,8% dos conselheiros e seguiu a recomendação da Comissão de Ética, que sugeriu a expulsão de Sanchez.

O presidente em exercício do Conselho, Leonardo Pantaleão, explicou que a decisão será formalmente comunicada ao ex-presidente, e que não há necessidade de uma assembleia-geral para essa medida. Caso Sanchez decida contestar a decisão judicialmente, isso ficará a seu critério.

Após a votação, torcedores se reuniram em frente ao Parque São Jorge, onde houve protestos e comemorações pela expulsão. Faixas foram estendidas, algumas pedindo a expulsão de Sanchez e outras defendendo sua permanência, que foram removidas por torcedores.

O procedimento de investigação interna revelou que Sanchez utilizou o cartão corporativo do Corinthians para despesas pessoais, totalizando R$ 480.169,60 entre agosto de 2018 e fevereiro de 2021. Entre as despesas consideradas irregulares estão compras de luxo e serviços pessoais.

Andrés Sanchez admitiu o uso indevido, alegando confusão entre os cartões e ressarciu parte dos gastos. Ele também enfrenta processos na Justiça relacionados a essas acusações.

O clima foi tenso durante o dia de votação, mas não houve incidentes graves. A movimentação atraiu torcedores que expressaram suas opiniões sobre a situação do ex-presidente.

Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original