O advogado André Sica, que representa Marcos Lamacchia, forneceu detalhes sobre a venda da SAF do Vasco, mencionando valores que chegam a "dois a três bilhões". O processo avançou após ajustes requisitados pelos órgãos de fiscalização, que foram atendidos e resultaram na assinatura de um aditivo ao contrato, agora reencaminhado à Justiça.

Sica destacou a intensidade da fiscalização sobre a operação, afirmando que é uma das mais rigorosas do Brasil. Ele mencionou que as contratações do Vasco são informadas à magistrada responsável e que diversos profissionais estão envolvidos no processo.

Entre os ajustes solicitados estão a redução do break-up fee, a inclusão de garantias adicionais e a definição clara do fluxo de pagamento das obrigações da recuperação judicial. Apesar das alterações, Sica assegurou que o mérito da proposta não foi alterado.

O advogado expressou otimismo, afirmando que a expectativa é que a Justiça publique o edital e inicie o processo competitivo até o fim de setembro, embora esse prazo possa ser alterado por impugnações.

Sobre os valores da operação, Sica detalhou que R$ 500 milhões estão destinados ao futebol, R$ 150 milhões para o centro de treinamento, além da quitação de dívidas que somam aproximadamente R$ 1,3 bilhão e a cobertura de um déficit de caixa estimado em R$ 1,5 bilhão para os próximos cinco anos.

O advogado também ressaltou que o Vasco terá um assento no Conselho de Administração da SAF, garantindo assim sua participação nas decisões da nova estrutura.

Por fim, Sica comentou sobre a complexidade da recuperação judicial, que envolve a proteção dos credores e a sobrevivência da entidade em recuperação. Ele enfatizou a importância da calma e da análise cuidadosa em um processo tão complexo.

Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original