O empate em 1 a 1 entre Vasco e Mirassol, no último sábado, marcou o terceiro jogo de Pedro Emanuel à frente do clube carioca, sendo o segundo no Campeonato Brasileiro. O desempenho da partida seguiu o padrão observado nos confrontos anteriores contra Vitória e Independiente Medellín: o time controla o jogo, cria as melhores oportunidades, mas acaba entregando um gol ao adversário devido a um erro bobo, obrigando-se a correr atrás do resultado.

Com esse resultado, o Vasco perdeu a chance de sair da zona de rebaixamento antes de enfrentar adversários importantes como o Medellín, pela Sul-Americana, e o Fluminense, pela Copa do Brasil. A sensação no estádio foi de déjà vu, com uma atuação que remeteu a várias partidas do último ano e meio, independentemente do treinador no comando.

Além dos erros defensivos, o time também não consegue aproveitar as oportunidades no ataque. O problema não se limita às finalizações, mas inclui escolhas equivocadas em jogadas que poderiam resultar em gols. Isso faz com que o Vasco necessite de um volume excessivo de ataques para marcar.

Durante o primeiro tempo, apesar de ter mais posse e finalizações, o Vasco não conseguiu criar grandes chances até um escanteio para o Mirassol aos 30 minutos. A cobrança mal feita por Reinaldo resultou em um gol desprotegido de Igor Formiga, que abriu o placar sem que o adversário tivesse que se esforçar muito. Assim, o Vasco se viu mais uma vez em desvantagem.

O treinador português fez mudanças no meio de campo, adotando um esquema com três volantes. Contudo, a falta de desempenho individual comprometeu a eficácia do time. Jogadores como Barros e Adson não apresentaram o mesmo nível de qualidade observado em 2025, e a dupla de laterais cometeu muitos erros.

Na segunda etapa, o Vasco viu seu rendimento cair ainda mais, mas as substituições de Pedro Emanuel trouxeram um novo ânimo à equipe. Nuno e David entraram, proporcionando mais força ao ataque. Gómez, deslocado para a direita, marcou um golaço, empatando a partida. Apesar de ter criado oportunidades para a virada, o time não conseguiu convertê-las.

O Vasco evidencia a necessidade de uma reformulação em seu elenco, uma vez que as carências permanecem as mesmas desde o retorno à Série A. A equipe carece de um zagueiro, um volante, um ponta e um centroavante. O torcedor parece viver um ciclo repetitivo, onde os problemas se mantêm independentemente das mudanças de jogadores ou treinadores.

Agora, o Vasco se prepara para os mata-matas da Copa Sul-Americana e da Copa do Brasil, enquanto enfrenta um estado de alerta no Campeonato Brasileiro. A prioridade deve ser sair da zona de rebaixamento, mas o clube precisa levar a sério todas as competições em seu calendário. Serão três finais contra Medellín e Fluminense, além de 18 jogos decisivos até o fim do Brasileirão. É essencial que o elenco tenha a urgência necessária para o restante da temporada.

Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original