O Atlético-MG continua sem apresentar melhorias em seu desempenho, tanto com os titulares quanto com os reservas. Na noite de quarta-feira, o time enfrentou o Cienciano e sofreu uma derrota por 1 a 0, na terceira rodada da fase de grupos da Sul-Americana.

O técnico Domínguez decidiu preservar a maioria dos jogadores titulares, exceto Everson, e levou uma equipe composta por jovens jogadores para Cusco. A escalação não trouxe surpresas, mantendo aqueles que têm tido pouco espaço em campo, incluindo o jovem Pascini na lateral-esquerda.

Os problemas começaram logo nos primeiros minutos, com o Atlético tendo dificuldades para lidar com a marcação alta do Cienciano, que buscava recuperar a bola no campo adversário e explorar os espaços rapidamente.

A estratégia do Galo era atrair a equipe peruana com Reinier centralizado e utilizar os corredores, especialmente o lado esquerdo, para que Dudu pudesse avançar e criar jogadas. No entanto, essa tática não funcionou. O meio-campo teve pouco impacto na criação de oportunidades, e as inversões de bola não foram bem executadas. A melhor chance do Atlético veio de um chute de fora da área de Alexsander, que passou perto da trave.

O time peruano, por sua vez, dominou a partida e abriu o placar. Robles avançou pela esquerda e cruzou na área, onde Bandiera apareceu com velocidade, surpreendendo Ivan Román e marcando de cabeça. Após o gol, o Atlético não se tornou mais ofensivo; pelo contrário, o Cienciano aumentou sua pressão e criou pelo menos duas oportunidades para ampliar a vantagem. Everson foi acionado e evitou um prejuízo maior no primeiro tempo.

Na tentativa de aumentar a ofensividade, Domínguez colocou Minda e Bernard em campo no segundo tempo. O equatoriano trouxe mais velocidade pelo lado direito e quase empatou. Após um lançamento de Everson, Preciado ajeitou para Minda, que, em vez de chutar, tentou passar para Reinier, mas foi travado pela defesa.

Logo em seguida, a situação complicou ainda mais para o Atlético-MG. Preciado cometeu uma falta dura, recebeu o segundo cartão amarelo e foi expulso. Com um jogador a menos, o Atlético teve ainda mais dificuldades, enquanto o Cienciano controlava o jogo à vontade, criando mais oportunidades e exigindo trabalho de Everson, enquanto o goleiro Espinoza pouco foi incomodado.

Nos minutos finais, Domínguez deu chance aos jovens Luiz Gustavo, Iseppe e Cauã Soares. O meia foi o que mais se destacou, mostrando personalidade ao tentar jogadas individuais, embora ainda tenha ficado aquém das expectativas em relação a jogadores como Scarpa, Alexsander e Bernard.

Atualmente, o Atlético-MG ocupa a lanterna do grupo B na Sul-Americana, e sua classificação está ameaçada, o que reflete a realidade do time nesta temporada. Seja com reservas ou titulares, o clube não demonstra sinais de recuperação.

Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original