No último domingo, o Fluminense foi derrotado pelo Internacional por 2 a 0, em partida realizada no Beira-Rio, pela 14ª rodada do Campeonato Brasileiro. Esse resultado acirrou ainda mais a pressão sobre o elenco tricolor, que já enfrentava um cenário delicado na Libertadores.
Os principais fatores que contribuíram para o revés foram as falhas individuais dos jogadores e uma escolha tática questionável do técnico Zubeldía. O treinador decidiu preservar atletas importantes, como Savarino e Hércules, em um momento crítico. Embora essa decisão tenha uma lógica, a formação com três zagueiros e dois volantes, que não havia sido utilizada anteriormente na temporada, resultou em um time sem criatividade e sem efetividade no ataque.
No primeiro tempo, o Fluminense teve posse de bola, mas não conseguiu finalizar uma única vez em direção ao gol defendido por Anthoni. A situação se complicou quando Jemmes, já amarelado, cometeu um erro ao tentar um bote no meio de campo, permitindo que Bernabei avançasse e abrisse o placar para o Internacional.
No intervalo, Zubeldía fez alterações, colocando Savarino e Serna nos lugares de Jemmes e Canobbio, mas logo no início da segunda etapa, Arana cometeu um erro que resultou no segundo gol do Inter. Apesar de uma leve melhora no desempenho do Fluminense após as mudanças, a desvantagem no placar favoreceu a estratégia defensiva do time da casa, que se aproveitou dos contra-ataques para criar mais oportunidades de gol.
O Fluminense teve uma chance clara de diminuir a diferença com Serna, que não conseguiu marcar em um confronto direto com Anthoni. Zubeldía comentou sobre as dificuldades enfrentadas: “Tivemos um erro no primeiro tempo que nos permitiu sofrer um gol em um jogo que estávamos controlando. Quando fizemos as mudanças, foi por conta dos cartões amarelos, e precisávamos ajustar a equipe.”
As lesões de jogadores como Martinelli e Lucho em abril impactaram negativamente o desempenho do time, que agora precisa urgentemente de uma vitória contra o Independiente Rivadavia, na Argentina, para seguir na Libertadores e aliviar a pressão sobre o elenco.
Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original