O Coritiba terá o retorno de Sebastián Gomez para o confronto contra o Cruzeiro. No entanto, a equipe paranaense viu sua invencibilidade de seis jogos em casa na Série A ser encerrada após a derrota para o Palmeiras por 3 a 1, no primeiro jogo após a pausa para a Copa do Mundo.

Atualmente, o Coritiba apresenta a quarta pior campanha como mandante, com três vitórias, três empates e três derrotas, somando 44% de aproveitamento. Além disso, o time tem o quarto pior ataque em casa, com apenas 11 gols marcados (média de 1,22 por jogo), e a sexta pior defesa, também com 11 gols sofridos (1,22 por jogo). Em nove partidas em casa, o Coritiba não conseguiu marcar em dois jogos (22%) e não sofreu gols em outros dois (22%), o que representa a 13ª marca na competição.

Por sua vez, o Cruzeiro não perde como visitante há oito jogos, considerando as competições da Libertadores e da Copa do Brasil, com quatro vitórias e quatro empates. Sua campanha fora de casa na Série A é a nona melhor, com três vitórias, dois empates e quatro derrotas (41% de aproveitamento). O ataque cruzeirense é o oitavo da competição, com 10 gols (média de 1,11), enquanto a defesa é a quarta pior entre os visitantes, com 17 gols sofridos (1,89 por jogo). O time não marcou em dois dos nove jogos fora de casa (22%) e não sofreu gols em um deles (11%).

Ambas as equipes demonstram ser perigosas em contra-ataques, com o Coritiba marcando seis gols dessa forma (segunda maior marca da Série A) e o Cruzeiro contribuindo com quatro (quinta maior marca). O Cruzeiro, no entanto, tem um risco maior, tendo sofrido quatro gols em contra-ataques (14ª marca), dois deles como visitante.

A baixa produtividade ofensiva do Coritiba é um ponto crítico, já que é o mandante com menor média de finalizações (10,6 por jogo) e possui a 11ª eficiência no ataque, com um gol a cada 9,5 tentativas. Essa eficiência é crucial, pois o Cruzeiro apresenta a segunda menor resistência defensiva entre os visitantes, sofrendo um gol a cada 6,9 finalizações contrárias, com média de 13,1 finalizações sofridas por partida (sétima marca).

No ataque, o Cruzeiro ocupa a sétima posição em finalizações realizadas (11,7) e a nona em eficiência, com um gol a cada 10,5 tentativas. A defesa do Coritiba, sobrecarregada pela baixa produção ofensiva, permite o maior número de finalizações adversárias entre os mandantes (15,7), com a quinta maior resistência defensiva, sofrendo um gol a cada 12,8 finalizações.

Em relação a finalizações de fora da área, o Coritiba é o time que mais sofre, com 158 finalizações resultando em quatro gols. Em contrapartida, o Cruzeiro é o que menos sofre finalizações desse tipo, com 79, que também resultaram em quatro gols. A posse de bola é outro fator que se destaca: o Cruzeiro tem a segunda maior média no campeonato (53,8%), enquanto o Coritiba possui a menor (42,7%), o que contribui para sua baixa capacidade de finalização.

Além disso, o Coritiba é apenas a 17ª equipe em desarmes (12,9 por jogo) e a menos faltosa da Série A (10,3), refletindo um baixo número de ações de combate (23,2 por partida). Em contraste, o Cruzeiro, com a segunda maior posse de bola, é o sexto em desarmes (14,8) e em faltas cometidas (14,2), sendo também o sexto em ações de combate (29,0 por jogo).

Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original