O Botafogo chegou à pausa para a Copa do Mundo com um elenco significativamente modificado em relação ao início da temporada. Apesar das dificuldades financeiras, o clube conseguiu realizar contratações, a maioria sem custos de transferência. No total, foram 12 novos jogadores incorporados ao time.
Em meio a transfer bans, troca de técnico e desafios fora de campo, o Botafogo buscou reforços para quase todas as posições. Os jogadores contratados foram: Riquelme, Ythallo, Lucas Villalba, Wallace Davi, Jhoan Hernández, Edenilson, Medina, Huguinho, Júnior Santos, Ferraresi, Caio Roque e Anthony. A maior parte dessas chegadas ocorreu por meio de oportunidades, empréstimos ou apostas para o futuro. A exceção foi Lucas Villalba, adquirido do Nacional (Uruguai) por 3 milhões de dólares (aproximadamente R$ 16,3 milhões na cotação da época), resultando no sexto transfer ban do Botafogo na FIFA.
Medina, Edenilson e Ferraresi se destacaram entre os novos contratados. Medina chegou como a principal contratação da janela, mas enfrentou dificuldades para se integrar ao elenco devido aos problemas relacionados ao transfer ban. Com o tempo, ele conquistou seu espaço no meio-campo, oferecendo uma saída de bola eficiente e dinamismo ao time. Até agora, disputou 18 jogos e marcou dois gols.
Edenilson, por sua vez, foi contratado como uma oportunidade de mercado e se tornou uma peça importante, contribuindo com quatro gols e três assistências em 21 partidas. Ferraresi, que chegou por empréstimo do São Paulo, rapidamente se firmou como titular, especialmente após a saída de Barboza para o Palmeiras, acumulando 16 jogos e um gol.
O retorno de Júnior Santos também foi significativo, tanto emocional quanto esportivamente. Embora não tenha sido um protagonista, sua capacidade de dar profundidade ao time se mostrou valiosa. Ele participou de 14 jogos e marcou dois gols antes de se lesionar. Huguinho, que retornou ao Botafogo após um período no RWDM Brussels, inicialmente integrou o time sub-20, mas se destacou após o afastamento de Danilo, tornando-se uma peça-chave no meio-campo, com um gol em quatro jogos.
Lucas Villalba, o maior investimento da janela, ainda não apresentou o desempenho esperado. Embora tenha participado de 19 jogos, com um gol e duas assistências, seu impacto no time não foi proporcional ao valor investido.
Os jogadores Caio Roque, Jhoan Hernández, Ythallo, Wallace Davi, Anthony e Riquelme foram considerados apostas. Caio Roque, que chegou para atuar na lateral esquerda, teve pouco espaço devido à titularidade de Alex Telles, participando de apenas seis jogos e registrando uma assistência. Jhoan Hernández, uma promessa jovem, teve oportunidades limitadas, com apenas quatro jogos no total.
Ythallo, que chegou com a expectativa de ser uma solução para a zaga, também não conseguiu se firmar, jogando apenas sete partidas. Wallace Davi e Riquelme foram pouco utilizados, com o último permanecendo na base. Anthony, por sua vez, não teve oportunidades no time principal.
Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original