O Botafogo, sob o comando de Franclim Carvalho, está em um processo de reconstrução. Embora tenha demonstrado evolução, a equipe ainda precisa realizar ajustes para minimizar os desafios ao longo da temporada. Isso ficou claro no empate em 1 a 1 contra o Fluminense, que entrou em campo com um time misto, na noite de sábado, no Nilton Santos, durante a 22ª rodada do Brasileirão.
Durante o primeiro tempo, o Botafogo se mostrou mais efetivo e perigoso, conseguindo abrir o placar com um golaço de falta de Alex Telles. No entanto, ao longo da partida, a posse de bola foi quase totalmente dominada pelo adversário, que teve 56% do controle.
A intensidade do Botafogo, que se destacou na primeira etapa, diminuiu consideravelmente no segundo tempo. O Fluminense, ao contrário, conseguiu controlar o jogo e criar várias oportunidades, resultando no empate logo aos 13 minutos da etapa final. O Botafogo, mesmo após o gol adversário, teve chances de ampliar o marcador, mas a falta de precisão nas finalizações foi um ponto a ser melhorado, com apenas nove dos 21 chutes realizados indo ao alvo.
Desde a volta da Copa, o Botafogo conquistou duas vitórias e dois empates, todos em casa, e a expectativa é de um fechamento positivo da temporada. Contudo, ajustes serão necessários para que a equipe busque objetivos mais ambiciosos, como a vaga direta na Libertadores e o título da Sul-Americana.
Franclim fez apenas duas alterações em relação ao time que venceu o Cruzeiro, com Vilalba entrando no lugar do suspenso Huguinho e Kauan Toledo assumindo a titularidade no ataque. A proposta do Botafogo parece clara: povoar o meio de campo, gerenciando a posse de bola e atuando em velocidade. Essa estratégia funcionou bem no primeiro tempo, mas o controle do jogo foi perdido na segunda etapa.
Após o empate, Franclim promoveu mudanças para tentar reverter o cenário, mas a intensidade e o desempenho do primeiro tempo não foram mantidos, tanto no ataque quanto na defesa.
Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original