Alan Santos está se preparando para deixar o Flamengo, após o clube rubro-negro acertar sua transferência para o Benfica, de Portugal. Diferente de muitos jogadores que saem insatisfeitos, Alan demonstra gratidão tanto ao Flamengo quanto à sua família, que tiveram papel fundamental em sua trajetória. "Estou no caminho do bem graças à família e ao Flamengo", afirma o jovem de 19 anos, que cresceu na comunidade do Tabajaras, na Zona Sul do Rio de Janeiro.

Desde a infância, ele recebeu apoio de seus pais, Maria e Reginaldo, e de seu amigo Vinicius, que o ajudaram a não se desviar de seus objetivos. Alan reflete sobre como poderia ter se tornado apenas mais uma história sem destaque, caso não tivesse buscado oportunidades além do futebol comunitário. "Meu pai sempre pensou fora da bolha. Ele me incentivou a buscar mais do que jogar em campeonatos de comunidade", conta.

Alan também se vê como um exemplo para os jovens de sua comunidade e tenta transmitir os conselhos que recebeu de seu pai. "Ele sempre me disse que não estava me obrigando, mas que estaria ao meu lado para apoiar e orientar. A responsabilidade de seguir em frente era minha", explica.

Durante a entrevista, Alan relembra um episódio marcante de sua infância, quando foi dispensado do Vasco por não conseguir comparecer a todos os treinos. Dependendo de seu irmão para os deslocamentos, a situação mudou quando o irmão conseguiu um emprego e não pôde mais levá-lo. Essa experiência, embora dolorosa, se transformou em motivação para os jogos decisivos.

A chegada ao Flamengo ocorreu de forma inusitada. Enquanto jogava pelo Boavista, Alan teve uma atuação destacada em um torneio de base contra o Palmeiras, onde marcou três gols. Isso chamou a atenção do clube rubro-negro, que o contratou. Neste ano, ele participou da intertemporada do Flamengo em Portugal e foi relacionado para uma partida da equipe principal, além de ter atuado em três jogos do Campeonato Carioca.

A transferência para o Benfica será sem custos para o clube português, mas o Flamengo manterá 50% dos direitos econômicos do jogador, visando uma possível venda futura. Alan recorda o momento em que soube da transferência: "Eu estava no treino no Ninho do Urubu e, após uma boa atuação, fui chamado para uma reunião. Fui informado do interesse do Benfica e, como sempre quis ir para a Europa, aceitei na hora. Meus pais ficaram felizes com a notícia".

Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original