O advogado Henrique Fragoso, que representa 53 credores do Vasco, manifestou sua insatisfação com a demora na liberação do empréstimo DIP de R$ 150 milhões, que é crucial para a saúde financeira do clube. Ele destacou que essa situação não apenas compromete a busca por reforços, mas também gera insegurança quanto ao pagamento de funcionários e ao cumprimento das obrigações da Recuperação Judicial.

Fragoso ressaltou que o Vasco enfrenta um dilema, uma vez que precisa de R$ 83 milhões até o final de agosto para honrar seus compromissos. Ele criticou a instabilidade que as decisões judiciais têm causado, criando um clima de apreensão entre os credores. “Causa insegurança. Parece que de dois em dois meses acontece algo que trava a recuperação judicial do Vasco”, afirmou.

O advogado também mencionou que o clube entrou com um agravo na Justiça do Rio de Janeiro, contestando a decisão que condicionou a análise de novos endividamentos a um relatório detalhado. Caso o agravo não seja aprovado, o clube poderá receber o dinheiro entre 15 a 30 dias, o que pode impactar a capacidade de honrar os pagamentos.

Fragoso enfatizou a importância do empréstimo, não apenas para contratações, mas também para garantir que os salários dos funcionários sejam pagos em dia. “Temos que pensar nessa parte humana. É pensar no coração em vez da caneta”, destacou, referindo-se ao impacto que atrasos salariais podem ter nas vidas dos trabalhadores do clube.

O advogado também comentou sobre a relação com o clube durante a recuperação judicial, afirmando que houve diálogo constante. Ele acredita que a política interna do futebol pode influenciar a liberação do empréstimo, refletindo a complexidade das relações entre os clubes.

Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original