O Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) negou o pedido de efeito suspensivo feito pelo Palmeiras, o que significa que o técnico Abel Ferreira não poderá dirigir a equipe no clássico contra o Corinthians, marcado para este domingo. Abel foi punido com oito jogos de suspensão devido a duas expulsões ocorridas em partidas do Campeonato Brasileiro, sendo duas partidas pela expulsão contra o Fluminense e seis pela situação no Choque-Rei contra o São Paulo. Até o momento, ele já cumpriu duas das punições automáticas.

O Palmeiras já anunciou que irá recorrer e que o treinador será julgado novamente pelo Tribunal Pleno na próxima quarta-feira. A auditora Mariana Barros Barreiras, responsável pela negativa do efeito suspensivo, argumentou que a relevância do jogo não justifica a concessão do pedido, uma vez que não se pode afastar a execução da pena imposta. Segundo ela, a penalidade aplicada ao treinador foi de seis partidas, o que excede o limite legal de duas, e o efeito suspensivo só pode ser aplicado após o cumprimento de uma das partidas restantes.

Em resposta à negativa do STJD, o Palmeiras divulgou uma nota criticando a decisão e também a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) pelo adiamento do jogo entre Fluminense e Flamengo, que foi remarcado para o domingo a pedido do clube carioca. A insatisfação do Palmeiras se deve ao tratamento desigual em relação a pedidos de efeito suspensivo, além da rigidez da punição imposta ao técnico, que, segundo o clube, foi desproporcional.

A nota do Palmeiras enfatiza a importância do respeito aos processos e critica a condução do caso de Abel Ferreira, ressaltando que a penalidade foi baseada em uma leitura labial sem respaldo técnico e em episódios já julgados anteriormente. O clube espera que o caso seja analisado de forma coerente na segunda instância.

Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original