O Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) decidiu, nesta sexta-feira, suspender o técnico Abel Ferreira por dois jogos. A punição foi imposta após um incidente em que o treinador chutou um microfone na beira do campo durante o empate entre Palmeiras e Mirassol, válido pela 25ª rodada do Campeonato Brasileiro.
Com a suspensão, Abel não poderá comandar a equipe nos próximos jogos contra Botafogo e São Paulo, que ocorrerão nos dias 6 e 12 de setembro, respectivamente.
Os árbitros do jogo, João Vitor Gobi, Roger Goulart (quarto árbitro) e o VAR Ilbert Estevam da Silva, foram inicialmente denunciados por não penalizarem Abel, mas foram absolvidos por inépcia da denúncia, que apresentava falhas e não tinha validade legal.
A defesa da arbitragem argumentou que os árbitros não presenciaram o ocorrido e, portanto, não poderiam ser responsabilizados. Durante o julgamento, o advogado do Palmeiras, Osvaldo Sestário, pediu que Gobi fosse mantido como testemunha e ressaltou que a comunicação entre os árbitros indicava que o lance não deveria ser punido.
Após a apresentação das provas, Sestário solicitou que, caso houvesse punição a Abel, esta fosse convertida em multa. Ele destacou que o técnico é uma pessoa passional, mas nunca teve qualquer condenação relacionada à honra do árbitro.
A votação dos auditores resultou em um voto pela absolvição e outro por uma suspensão de um jogo, mas, ao final, a pena foi aumentada para duas partidas devido à reincidência de Abel. A presidente da 3ª Comissão Disciplinar, Adriene Silveira Hassen, anunciou a decisão final.
O árbitro João Vitor Gobi explicou que estava concentrado em outras questões do jogo e não viu o momento do chute ao microfone, o que contribuiu para a decisão de não punir o treinador na hora.
Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original