O presidente do Fluminense, Mattheus Montenegro, comentou sobre a relação especial entre as torcidas do Fluminense e do Paris Saint-Germain (PSG), que se tornou ainda mais evidente durante a final da Champions League deste sábado contra o Arsenal. A amizade entre os torcedores começou em 2012, quando Gustavo Coelho, psicanalista e professor da UERJ, viajou para Paris para desenvolver sua tese de doutorado sobre culturas marginalizadas, utilizando as arquibancadas de futebol como exemplo.

A escolha de Paris se deu em função da clara divisão política entre as torcidas do PSG. Gustavo se identificou com os grupos de esquerda, compostos por imigrantes e minorias, como a K-Soce Team. Durante sua estadia, ele começou a frequentar jogos com eles e a trocar uniformes e adesivos, criando laços que se fortaleceram ao longo dos anos.

Em 2014, membros da torcida francesa visitaram o Brasil, onde assistiram a partidas do Fluminense. Desde então, a amizade se consolidou a ponto de a K-Soce Team ter feito uma faixa em homenagem ao nascimento do filho de Gustavo em 2018.

A relação ganhou notoriedade em 2023, quando o Fluminense disputou a final da Conmebol Libertadores contra o Boca Juniors. No último jogo do PSG antes da decisão, uma faixa de apoio foi exibida no Parque dos Príncipes, incentivando o Fluminense. Em resposta, os torcedores tricolores manifestaram seu apoio ao PSG antes da final da Liga dos Campeões contra a Inter de Milão.

Na atual temporada, o PSG chegou novamente à final, desta vez contra o Arsenal, e os torcedores do Fluminense demonstraram seu apoio. Mattheus Montenegro, que está na Europa a trabalho, aproveitou a oportunidade para assistir à partida ao lado de membros da torcida organizada do Fluminense, que exibiram bandeiras do clube nas arquibancadas.

Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original