A trajetória de um jogador de futebol é repleta de desafios que impactam não apenas a sua vida, mas também a de seus familiares. Nesse contexto, a figura materna se destaca como um pilar de apoio, especialmente na vida de Wesley Natã, que brilha no time sub-20 do Fluminense e recentemente fez sua estreia no Maracanã durante a Libertadores contra o Independiente Rivadavia.

Desde que Wesley ingressou no Fluminense aos nove anos, quando ainda jogava futsal, ele enfrentou diversas adversidades típicas do mundo do futebol. Nesse percurso, a família se torna fundamental para que os jovens atletas continuem lutando por seus sonhos. Jack Freitas, mãe de Wesley, recorda momentos desafiadores: "Eu me lembro de quando o Wesley tinha 9 anos. Ele começou no futsal e tudo era muito novo. Certa vez, voltando de ônibus, ele disse: 'Mãe, é muito difícil'. Eu o incentivei a não desistir, ressaltando que Deus o trouxe até ali por um motivo."

Aos 18 anos, Wesley está em um momento de transição para o time profissional, mesmo com sua breve experiência no sub-20. O técnico Zubeldía observa de perto o desempenho do atacante, que treina constantemente com a equipe principal e é convocado para viagens e jogos. Contudo, a competição é intensa, com muitos jogadores mais experientes, o que torna as oportunidades escassas.

Jack compartilha a dificuldade de ver o filho em campo, especialmente quando ele não é escalado: "A parte mais difícil é quando ele não entra nem por cinco minutos. A gente percebe a decepção no semblante dele, mas seguimos apoiando. Estamos aqui para levantar seu astral e incentivá-lo a continuar lutando."

Embora Wesley tenha participado de apenas dois jogos no profissional, sua última aparição foi marcante. Ele entrou no segundo tempo da primeira partida do Fluminense no Maracanã na Libertadores de 2026, um sonho realizado tanto para ele quanto para sua família. Apesar do resultado não ter sido o esperado, a emoção de vê-lo atuar no estádio foi indescritível para Jack.

"Já havíamos ido juntos ao Maracanã quando ele ganhou um campeonato de futsal e fez uma volta olímpica. Desde aquele dia, eu fiz uma oração pedindo a Deus para que um dia eu visse meu filho estrear como profissional. Quando isso aconteceu, as lágrimas vieram, mas eram de alegria, recordando todas as dificuldades que enfrentamos juntos. Foi uma sensação incrível", relembra Jack.

O apoio e a parceria de Jack foram essenciais para que Wesley chegasse até aqui. Este é apenas o início de uma carreira que promete grandes conquistas, sempre entrelaçada com o esforço e o amor de uma mãe que acredita no sonho do filho.

Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original