A trajetória de John Textor à frente da SAF do Botafogo tem sido repleta de altos e baixos, culminando em sua recente saída do comando. Apesar de ter viajado com a equipe para o jogo contra o Internacional, Textor foi afastado após decisão do Tribunal Arbitral da Fundação Getúlio Vargas (FGV), com a possibilidade de revisão na próxima quarta-feira.

Desde a transformação do Botafogo em SAF em 2022, a gestão de Textor passou por momentos de euforia e incertezas. Em sua chegada ao clube, após o acesso em 2021, Textor foi bem recebido pela torcida, que celebrou a aprovação do acordo. Ele trouxe um investimento inicial de R$ 50 milhões e implementou o conceito do "Botafogo Way". O primeiro grande movimento foi a contratação do volante Patrick de Paula por R$ 33 milhões, a maior da história do clube na época.

Em 2023, o Botafogo teve uma temporada promissora, disputando o título do Campeonato Brasileiro, mas a saída do técnico Luís Castro e a chegada de Bruno Lage marcaram o início de uma queda de desempenho. O time, que liderou a competição com uma vantagem significativa, acabou fora do G-4, terminando em quinto lugar.

No ano seguinte, 2024, o Botafogo conquistou a Libertadores e o Campeonato Brasileiro, solidificando a imagem de Textor como ídolo para muitos torcedores. Contudo, as conquistas foram seguidas por uma fase de instabilidade em 2025, com a saída do técnico Artur Jorge e perdas significativas de jogadores, além de derrotas em competições importantes.

Em 2026, a situação se agravou com problemas administrativos e financeiros, incluindo um transfer ban imposto pela FIFA. O Botafogo foi eliminado na pré-Libertadores e enfrentou novas dificuldades financeiras, levando a uma medida cautelar para recuperação judicial. Textor, que havia perdido poderes na Eagle Bidco, foi afastado do comando da SAF, com a decisão do Tribunal Arbitral da FGV, que será reavaliada em breve.

Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original