A troca de Hernán Crespo por Roger Machado no São Paulo foi considerada uma das maiores falhas do futebol brasileiro nos últimos anos. A mudança não fez sentido em nenhum momento, resultando em apenas 17 partidas sob o comando de Roger, que foi demitido após a eliminação para o Juventude na Copa do Brasil.

A decisão da diretoria foi um erro de avaliação, especialmente ao desconsiderar que Crespo tinha razão ao apontar que a luta do São Paulo no Campeonato Brasileiro era contra o rebaixamento. A saída de Crespo ocorreu com a equipe na segunda posição, um desempenho muito acima do que o elenco poderia oferecer. Isso prejudicou o trabalho do novo treinador, que já chegou com a demissão iminente.

Embora a saída de Roger tenha sido rápida, sua passagem pelo clube não foi positiva. Ele teve pouco tempo para implementar suas ideias, fez escolhas que geraram críticas e não conseguiu imprimir sua identidade na equipe. No jogo decisivo, Roger enfrentou dificuldades adicionais: Luciano, o atacante titular, se machucou, e Ferreirinha, seu substituto, foi expulso logo após entrar em campo, em uma decisão rigorosa da arbitragem. O resultado foi uma derrota por 3 a 1, que resultou na eliminação para um clube da Série B, o mesmo time que ele deixou para assumir o Inter em 2024.

A situação do São Paulo é complicada, com um ambiente de dirigentes amadores e conflitos internos, evidenciado por um áudio em que o presidente Harry Massis mencionou a falta de recursos para demitir o treinador, que acabou sendo desligado três dias depois.

A passagem de Roger pelo São Paulo foi um retrocesso para ambos os lados: o time apresentou queda no desempenho coletivo e individual, enquanto o treinador viu sua imagem, construída em trabalhos anteriores, ser prejudicada. Agora, o clube busca um novo treinador, e será interessante observar se o próximo profissional conseguirá extrair mais do elenco, que deveria ter potencial suficiente para avançar na competição.

O novo técnico precisará do apoio da torcida, algo que Roger não teve, além de contar com um pouco de sorte. É importante lembrar que as questões do São Paulo vão além dos treinadores, que podem tanto esconder problemas quanto revelá-los.

Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original