O torcedor Omar Román, conhecido como Gringo, é um dos responsáveis pela amizade entre as torcidas de Vasco e Boca Juniors, que se estende por quatro décadas. O clima de rivalidade esperado para o confronto das semifinais da Copa Sul-Americana é suavizado pelo laço afetivo criado por Román, que nasceu em Buenos Aires e se mudou para o Rio de Janeiro aos 13 anos.
Desde sua chegada ao Brasil, Omar desenvolveu uma forte ligação com o Vasco, especialmente após conhecer Roberto Dinamite em um evento do clube na Argentina. Com o tempo, ele começou a frequentar São Januário, se aproximando das torcidas organizadas e cultivando um amor por ambos os clubes.
Seu filho, Diego Román, também carrega essa dualidade, torcendo tanto para o Vasco quanto para o Boca. A semifinal representa a união dos dois mundos para Diego, que expressou sua ansiedade em relação ao jogo: “Eu fico arrepiado quando chego em São Januário. Sinto a mesma coisa pelo Boca. Vai ser desesperador, não sei como vou comemorar um gol”, afirmou.
Omar, que sempre usava a camisa do Vasco e o gorro do Boca, deixou um legado que se reflete na relação entre as torcidas. Ele foi um dos criadores da música que embala as arquibancadas de São Januário e trabalhou como segurança na gestão de Eurico Miranda. Diego, que homenageou o pai com uma bandeira, está em luto desde o falecimento de Omar e vê o jogo como uma forma de reviver a memória dele.
Além disso, Diego se prepara para sua primeira visita à Bombonera, onde se sentirá dividido entre as duas paixões. “Sou brasileiro e argentino, metade e metade. O Boca me ensinou a amar o Vasco. Não vejo a hora disso passar”, disse ele, refletindo sobre a complexidade de torcer por dois times ao mesmo tempo.
Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original