O escudo do Cruzeiro, que hoje é reconhecido pelas cores azul e branco, passou por uma significativa transformação em 1942. Antes de adotar as cinco estrelas e a identidade celeste, o emblema do clube refletia as cores da bandeira italiana, além de exibir as iniciais do Palestra Itália.

A mudança de identidade ocorreu em um contexto histórico delicado, quando o Brasil entrou na 2ª Guerra Mundial. Em 30 de janeiro de 1942, o presidente Getúlio Vargas proibiu o uso de nomes e símbolos relacionados a países considerados inimigos, incluindo a Itália. Isso levou o clube a reavaliar sua identidade, resultando em intensos debates entre conselheiros e diretores.

Em 7 de outubro de 1942, o clube decidiu mudar seu nome para Cruzeiro Esporte Clube e passou a adotar como símbolo a constelação do Cruzeiro do Sul, um elemento significativo da bandeira nacional desde 1889. O novo escudo, em formato circular, apresentava as cores azul e branca e destacava a constelação, além do nome do clube.

Desde então, o escudo do Cruzeiro passou por seis alterações. Entre as mais notáveis, destaca-se a atualização em 1959, que ajustou a posição do Cruzeiro do Sul, e a modificação em 1996, que alterou o formato e a disposição das cinco estrelas. Em 2003, após a conquista da Tríplice Coroa, uma coroa foi adicionada ao emblema. A versão mais recente, adotada há cinco anos, retirou a coroa e ajustou a tonalidade do azul para seguir o que determina o estatuto do clube, utilizando o padrão Pantone 286 CVC.

Para mais informações sobre a história do Cruzeiro, acesse o site oficial do clube.

Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original