A disputa pela Libertadores 2026 já começou e, mais uma vez, os clubes brasileiros se destacam como os principais favoritos ao título. Na rodada inaugural, Cruzeiro e Flamengo garantiram vitórias fora de casa, enquanto Palmeiras e Fluminense empataram em suas estreias.
Apesar de algumas dificuldades iniciais, a impressão de equilíbrio logo se desfaz, uma vez que diversos fatores apontam que apenas circunstâncias extraordinárias poderiam impedir mais um troféu para o Brasil. Nos últimos sete anos, o futebol brasileiro tem dominado a competição, com apenas River Plate (2019) e Boca Juniors (2023) conseguindo ameaçar essa hegemonia.
Com a eliminação de Botafogo e Bahia na fase preliminar, cinco clubes brasileiros seguem na disputa, todos com elencos robustos. Palmeiras e Flamengo, finalistas do ano passado, são considerados os favoritos mais claros, com elencos qualificados e reforços estratégicos. O Palmeiras, sob o comando de Abel Ferreira, se apresenta forte, enquanto o Flamengo, com Leo Jardim, possui um potencial inquestionável.
Fluminense e Cruzeiro aparecem como alternativas viáveis, ambos com times sólidos e em boa fase. O Fluminense, dirigido por Luis Zubeldía, já provou sua capacidade de competir em alto nível. O Cruzeiro, por sua vez, busca se reencontrar com a chegada de Artur Jorge, que traz novas esperanças ao clube.
O Corinthians, embora tenha um futuro incerto sob Fernando Diniz, já demonstrou sua força em competições eliminatórias. Mirassol, em sua estreia, fez história ao vencer o Lanús, mas deve focar na permanência na Série A.
O favoritismo dos clubes brasileiros é ainda mais evidente, considerando que algumas equipes argentinas tradicionais, como River Plate e Racing, estão focadas na Sul-Americana. O Boca Juniors, apesar de ter um elenco respeitável, enfrenta dificuldades sob a gestão de Riquelme e o comando do técnico Claudio Úbeda.
Outros clubes, como Liga de Quito e Estudiantes de La Plata, podem surpreender, mas enfrentam desafios significativos. A LDU, com Thiago Nunes, historicamente impõe dificuldades, mas vive um momento instável no campeonato equatoriano.
Além disso, é importante observar times menos cotados, como Lanús e Rosário Central, que possuem bons jogadores, mas enfrentam uma grande disparidade econômica e técnica em relação aos gigantes brasileiros. Os clubes uruguaios, como Peñarol e Nacional, também lutam para se manter competitivos.
Historicamente, os clubes argentinos dominaram a Libertadores, mas atualmente a disputa está empatada, com 25 títulos para cada país. No entanto, a tendência atual sugere que, a menos que surjam grandes surpresas, será um milagre (ou milagro, em espanhol) que impedirá o Brasil de se consolidar como o país com mais títulos na história da Libertadores.
Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original