A distância entre o Rio de Janeiro e Mendoza, na Argentina, é de aproximadamente 2.747,57 km de avião. Fluminense e Independiente Rivadavia, que se encontram nesta quarta-feira pela Conmebol Libertadores, nunca se enfrentaram antes. Assim, à primeira vista, pode parecer que não há relação entre os dois clubes. No entanto, existe uma conexão visual e de vestimenta que os une: as faixas tricolores em seus uniformes.

O Fluminense, conhecido por seu tradicional uniforme tricolor, e o Independiente Rivadavia, cuja história remete ao passado, compartilham esse simbolismo. Castillo, jogador do Fluminense, menciona a equipe argentina em seu perfil, destacando essa ligação.

O Fluminense, fundado em 1902, adotou em 1905 a combinação de cores verde, branco e grená, marcando uma nova identidade para o clube. Antes disso, o time utilizava um uniforme cinza e branco, que não agradava aos sócios pela simplicidade e dificuldade de reposição. Durante uma assembleia, a proposta tricolor foi aprovada por unanimidade, inspirada em um modelo visto em Londres.

Por outro lado, o Independiente Rivadavia, que em 1913 ainda se chamava Club Atlético Belgrano, enfrentou problemas com a liga argentina e decidiu mudar seu nome e cores. Após tentativas frustradas de adquirir uniformes em outras cores, os dirigentes optaram pelas camisas tricolores, que foram utilizadas até 1919, quando a equipe se fundiu com o Club Sportivo Rivadavia e adotou o nome atual.

Ainda que a cor azul tenha se tornado predominante após a fusão, a memória do uniforme tricolor permanece viva entre torcedores e dirigentes, resultando em edições especiais em ocasiões como o centenário do clube.

Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original